Editorial

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Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

Para a Federação Brasileira de Gastroenterologia a doença do refluxo é uma das doenças mais comuns do aparelho digestivo e atinge milhões de pessoas no mundo.

O que é a doença do refluxo?
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), que também é conhecido como refluxo ácido ou regurgitação, é uma doença crônica digestiva que causa irritação na mucosa do esôfago e faringe. Na transição esôfago-gástrica existe uma válvula, que impede o retorno passivo do conteúdo gástrico para o esôfago. Esse alimento em contato com esôfago causa irritação e provoca a DRGE.

Quais são os sintomas da DRGE?
Provavelmente você já deve ter sentido algum desses sintomas alguma vez na vida: azia (dor no estômago), queimação (pirose), regurgitação, sensação de saciedade precoce e/ou retorno dos sucos gástricos ao esôfago. Esses sintomas de maneira frequente caracterizam a DRGE. Há alguns sintomas que não são tão comuns e também podem caracterizar a doença como tosse crônica, crise asmática, rouquidão, apneia do sono, bronquite, desgaste precoce do esmalte dos dentes ou dor no peito. Se você está com algum desses sintomas e já procurou diversos especialistas, porém não foi detectada nenhuma doença relacionada, você pode estar com a doença do refluxo e deve procurar um tratamento especializado.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através de exames. O mais comum é a Endoscopia Digestiva Alta, exame feito com sedação, rápido e fácil, que serve para identificar o grau da esofagite, hérnia hiatal, gastrite, duodenite e doenças relacionadas ao câncer de esôfago. Há outros exames mais complexos e não tão comuns como os de pHmetria Esofágica Prolongada e ImpedanciopHmetria esofágica.

Qual o tratamento para a doença?
O tratamento é feito através de medicação prescrita pelo médico, de acordo com o grau da doença. É feito pelo menos por seis semanas para quem têm sintomas mais comuns como azia e queimação. Já para os sintomas extra-esofágicos o tratamento é de no mínimo 12 semanas. Porém, quem vai indicar o tempo do tratamento é o seu médico. Além da medicação, o paciente deve ter cuidados comportamentais e evitar certos tipos de alimentos como comidas gordurosas e oleosas, frutas cítricas, cafeína, chá preto, condimentos em excesso, molhos, bebidas gaseificadas e alcóolicas. Outros cuidados como perder peso, parar de fumar, comer pouco, tomar líquido durante as refeições, evitar exercícios que pressionem o abdome, são bem-vindos para o tratamento da doença. Estudos publicados demonstram que um grupo de pacientes com DRGE continua com os sintomas mesmo com a dose máxima de IPB - inibidor de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, dexlansoprazol, lansoprazol, rabeprazol ou esomeprazol), alguns necessitam de uso prolongado da terapêutica medicamentosa. O tratamento cirúrgico é selecionado para pacientes que são portadores das formas graves da doença ou para pacientes que não aceitem a administração prolongada dos IBP’s.

Dr. Tarcísio Carneiro - CRM 4366

Por: Dr. Tarcisio Carneiro - CRM 4366

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